Começo este texto por dizer, a todos os que me conhecem:
- Feliz Natal!
- Buon Natale!
- Merry Christmas!
- Joyeux Noel!
Este foi um Natal diferente. Pela primeira vez, em muitos anos, não passei a consoada e o dia de Natal em Espinho. Não vi a família toda. Não mudei de ares. E, até ontem, quase não me parecia Natal... Mas, parte da família veio até à terra dos mouros e lá se deu início ao jantar, com o bacalhau, as batatinhas e "pencas" (palavra para designar "couves", no Norte). E ontem percebi que, realmente, o que conta são as pessoas com quem estamos. Onde quer que estejamos, há determinadas pessoas que têm lugar marcado à mesa, quando é Natal. E que nos dão a sensação de que a lareira só está ali para ajudar o que já está aquecido. É esta a família que tenho e que me deixa feliz por ser parte dela.
Obrigada por este Natal.
Lu*
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
(Mal) Censurado...
Ontem fui ao cinema...
Para quem pense que ir ao cinema é sempre sinónimo de "espairecer", "relaxar", etc, "ops"...
Este filme, de título "Censurado", retrata o quotidiano de alguns soldados no Iraque, filmado por um deles. Dúvidas, ódios, pressões, desesperos, sangue... Ali, naquele cenário de horrores, tudo parece desculpa para libertar o que de mais cruel há em cada um. Ali, podemos ver que há pessoas boas e pessoas menos ou nada boas. Ali, estando todos sob a mesma pressão e o mesmo desespero (normais em quem participa numa Guerra, pior ainda se não perceber ao certo qual é o motivo para estar na corda bamba), uns provam ter sentido de justiça, de dignidade; outros, não.
Assuntos (mal) censurados. Imagens e histórias com as quais todos devíamos ser confrontados. A certa altura, no filme, alguém acusa o soldado que filma (cujo sonho é ingressar na Escola de Cinema) de se limitar a filmar, sem fazer nada para impedir que os colegas de pelotão cometam atrocidades. Ou seja, não as comete mas também não as impede. A resposta surge imediatamente. SÓ filma e os espectadores SÓ assistem às imagens. No fim das contas, não é só ele que não faz nada para impedir. Somos todos nós. Uma coisa é não termos acesso, desconhecermos... Aí, falta-nos um motivo. Mas, conhecendo... Uma vez tomada consciência! "Come mai non facciamo nulla?", diriam os italianos. Que desculpa damos nós a essa mesma consciência para permitirmos que alguns libertem o que de mais cruel têm em si, em nome da democracia e da liberdade? Que democracia é essa, afinal, que invade, viola, queima, mata e espalha o terror pelas faces de quem precisava de ajuda e não de mais carrascos?
Além deste filme, ontem vi outra imagem que me chocou. Abri o jornal e lá estava. A fotografia de um novo casal, no Afeganistão. Ele, de 40 anos. Ela, de 11.
Para lá das paredes da Europa, é assim que o mundo está. "Para lá das paredes da Europa"? Dentro delas, Kadafi discursou e fez questão de afirmar que, antes de acusar e fazer acusações a África, a Europa devia olhar para dentro e verificar se reconhece os direitos que tanto publicita, aos imigrantes. Chama-se a isto pôr o dedo na ferida... Mas, Sr. Kadafi, por mais razão que tenha, lave a boca antes de falar da Europa.
Filmes, jornais, telejornais, rádio, internet... Nunca tivémos tanto acesso a notícias, ao que vai no mundo. E, também, nunca fizémos tão pouco para melhorar as coisas.
Para quem pense que ir ao cinema é sempre sinónimo de "espairecer", "relaxar", etc, "ops"...
Este filme, de título "Censurado", retrata o quotidiano de alguns soldados no Iraque, filmado por um deles. Dúvidas, ódios, pressões, desesperos, sangue... Ali, naquele cenário de horrores, tudo parece desculpa para libertar o que de mais cruel há em cada um. Ali, podemos ver que há pessoas boas e pessoas menos ou nada boas. Ali, estando todos sob a mesma pressão e o mesmo desespero (normais em quem participa numa Guerra, pior ainda se não perceber ao certo qual é o motivo para estar na corda bamba), uns provam ter sentido de justiça, de dignidade; outros, não.
Assuntos (mal) censurados. Imagens e histórias com as quais todos devíamos ser confrontados. A certa altura, no filme, alguém acusa o soldado que filma (cujo sonho é ingressar na Escola de Cinema) de se limitar a filmar, sem fazer nada para impedir que os colegas de pelotão cometam atrocidades. Ou seja, não as comete mas também não as impede. A resposta surge imediatamente. SÓ filma e os espectadores SÓ assistem às imagens. No fim das contas, não é só ele que não faz nada para impedir. Somos todos nós. Uma coisa é não termos acesso, desconhecermos... Aí, falta-nos um motivo. Mas, conhecendo... Uma vez tomada consciência! "Come mai non facciamo nulla?", diriam os italianos. Que desculpa damos nós a essa mesma consciência para permitirmos que alguns libertem o que de mais cruel têm em si, em nome da democracia e da liberdade? Que democracia é essa, afinal, que invade, viola, queima, mata e espalha o terror pelas faces de quem precisava de ajuda e não de mais carrascos?
Além deste filme, ontem vi outra imagem que me chocou. Abri o jornal e lá estava. A fotografia de um novo casal, no Afeganistão. Ele, de 40 anos. Ela, de 11.
Para lá das paredes da Europa, é assim que o mundo está. "Para lá das paredes da Europa"? Dentro delas, Kadafi discursou e fez questão de afirmar que, antes de acusar e fazer acusações a África, a Europa devia olhar para dentro e verificar se reconhece os direitos que tanto publicita, aos imigrantes. Chama-se a isto pôr o dedo na ferida... Mas, Sr. Kadafi, por mais razão que tenha, lave a boca antes de falar da Europa.
Filmes, jornais, telejornais, rádio, internet... Nunca tivémos tanto acesso a notícias, ao que vai no mundo. E, também, nunca fizémos tão pouco para melhorar as coisas.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Recordações... Da Sicília... Com música brasileira.
Há alguns dias abri o meu albúm de ERASMUS e acabei a viajar por outras fotografias que tenho no computador. Fotografias da viagem que fiz com duas queridas amigas à Sicília. Rê e Carmen, esta canção faz-me lembrar essa nossa aventura MARAVILHOSA por terras da Itália do Sul :) Gargalhadas, praia, enfim... Dez dias de pura descoberta. Um paraíso na terra...
http://www.youtube.com/watch?v=leZT1qg8iUs&feature=related
p.s. - esta canção transmite uma importante mensagem - a dificuldade que temos em deixar que nos toquem a alma. E a luta que travamos, por vezes, entre o desejo de fazê-lo e o medo, por insegurança... Enfim, somos humanos :)
http://www.youtube.com/watch?v=leZT1qg8iUs&feature=related
p.s. - esta canção transmite uma importante mensagem - a dificuldade que temos em deixar que nos toquem a alma. E a luta que travamos, por vezes, entre o desejo de fazê-lo e o medo, por insegurança... Enfim, somos humanos :)
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Nouvelle Vague
Na passada sexta-feira percebi, finalmente, a razão para os concertos dos Nouvelle Vague esgotarem sempre... Deixo-vos um bonito hino ao amor. Enjoy!
http://www.youtube.com/watch?v=Qzjx6eEZcZo
p.s. Obrigada, Tiagófsky :)
http://www.youtube.com/watch?v=Qzjx6eEZcZo
p.s. Obrigada, Tiagófsky :)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Porque há episódios que nunca se esquecem...
E porque esta canção não me tem saído da cabeça e dou por mim a cantá-la a toda a hora... :) Aqui fica:
http://www.youtube.com/watch?v=wWV7LWyTFQM
p.s. - não tenho escrito por falta de tempo :) A minha vida "sofreu" uma revolução! Das boas ;) Mas, embora mais raramente, irei escrevendo!
http://www.youtube.com/watch?v=wWV7LWyTFQM
p.s. - não tenho escrito por falta de tempo :) A minha vida "sofreu" uma revolução! Das boas ;) Mas, embora mais raramente, irei escrevendo!
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