Há uns tempos, o meu amigo mágico disse-me que o facto de estabelecermos uma ligação entre uma canção e uma pessoa é ultrapassável e "mais mito que outra coisa". Diria que... Depende. O meu querido mágico que me desculpe mas... Não consigo concordar. Pelo menos, não o sinto assim. Há canções que marcaram a minha vida e, dê por onde der, quando as ouço, sou transportada para esses momentos. E, em muitos deles, alguém está lá comigo. E, nesses casos, bem ou mal resolvidos, aquela canção é minha e da pessoa em causa. E acredito, sinceramente, que seja recíproco... O poder que uma canção pode ter é uma coisa extraordinária.
Aqui ficam algumas dessas "minhas" canções:
http://www.youtube.com/watch?v=gbTkS9at4LM&feature=related - Quem de nós dois... (Ana Carolina)
http://www.youtube.com/watch?v=qLxkbeTZKqo - Cada lugar teu... (Mafalda Veiga)
http://www.youtube.com/watch?v=WdVV4Gh1xd8 - Problema de expressão... (Clã)
http://www.youtube.com/watch?v=fDQnkYwfNfk&feature=related - Let me go home... (Bublé - Erasmus... Um início complicado... A incapacidade de perceber a minha incapacidade para me sentir bem... As saudades de casa.)
http://www.youtube.com/watch?v=gTJ8vk_E598 - Give me a reason to love you... (A aventura da representação... O.E.D., no 11.º ano... Portishead)
http://www.youtube.com/watch?v=HDsmS98zH0k&feature=related -Can't take my eyes off you... (Lauryn Hill)
http://www.youtube.com/watch?v=_Ns59Bmqpms - Don't cry... (Guns)
http://www.youtube.com/watch?v=v3xwCkhmies - Love of my life... (Queen... Sempre Queen...)
http://www.youtube.com/watch?v=iZ2X3bSxiF0 - Every you, every me... (Placebo e um grnade filme intitulado "Cruel Intentions"...)
http://www.youtube.com/watch?v=hj7LRuusFqo - Seasons of love...
http://www.youtube.com/watch?v=I39Bnlmf9qc - Your eyes...
http://www.youtube.com/watch?v=eoWk1qzQjWA&feature=related - I'll cover you...
http://www.youtube.com/watch?v=jbljhS4xDlU&feature=related - No day but today...
(Rent, um musical que me surpreendeu muito pela positiva... "O que representa um ano na vida?" Cheio de talentos no elenco - o Pessoínha, claro!! - Grande fdsemana na invicta, hem meninos? E o regresso do Sá da Bandeira à acção!)
Bem... De cereza que, mal publique este texto, me lembrarei de muitas outras canções que formam a banda sonora da minha vida e que, tantas vezes, me transportam para um momento específico, com determinada pessoa...
Para isso também servirá este blog... Não deixarei de partilhar!
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
domingo, 18 de novembro de 2007
Alguém acreditar em nós... É a maior das forças.
Fui assistir ao concerto que os "Il Divo" deram em Lisboa. Não esperava ser tão surpreendida... Não é que cantem bem. Claro que cantam, muito bem. Têm vozes estupendas... Mas, muito para além da boa voz, sentem cada palavra que cantam e transmitem-no a quem ouve. Aqui vos deixo a canção que mais me emocionou e se traduziu num momento brilhante, que não esquecerei. O vídeo é do filme animado "Lion King", a cujo musical tive o privilégio de assistir em Londres. E porque a vida é feita de grandes momentos, quando vi estes meus dois grandes momentos juntos num vídeo, não resisti...
http://www.youtube.com/watch?v=zt_7s-Nv2W4&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=zt_7s-Nv2W4&feature=related
sábado, 17 de novembro de 2007
Quando deixamos, o amor mostra-nos tudo o que precisamos de saber :)
Os porquês são, por vezes, grandes empecilhos ao que de mais bonito podemos ter diante de nós. Questionamos demasiado, colocamos inúmeros "ses" num caldeirão cuja poção está destinada a fazer-nos sofrer, pela perda, pelo atraso no reconhecimento de que alguém estava ali para nós e podia ter sido tão bom... Mas, quando nos "atiramos de cabeça", às cegas", para o que o amor nos reserva... Tudo o que queremos saber vai-nos sendo transmitido pela sua linguagem única. Uma linguagem de troca, onde os olhos fechados vêem mais e o toque é equiparável ao oxigénio que os amantes respiram para sobreviverem.
A confiança no outro... A dissipação dos medos que nos assaltam, porque quem nos ama os assume e os toma como seus, retirando esse peso das nossas costas...
Love will show you everything (acrescentaria eu: "everything you need to know"... Porque, há coisas no amor que simplesmente ficam melhor inexplicadas...):
http://www.youtube.com/watch?v=ooQoXbMTGPQ&feature=related
A confiança no outro... A dissipação dos medos que nos assaltam, porque quem nos ama os assume e os toma como seus, retirando esse peso das nossas costas...
Love will show you everything (acrescentaria eu: "everything you need to know"... Porque, há coisas no amor que simplesmente ficam melhor inexplicadas...):
http://www.youtube.com/watch?v=ooQoXbMTGPQ&feature=related
Encosta-te a mim...
A língua do amor não é traduzível, não é ensinável... Mas é "aprendível", com o tempo, com a experiência, com os amores... Uma canção bonita, que diz muito do que, por vezes, muito queremos dizer:
http://www.youtube.com/watch?v=Tu9HPz__3ys
http://www.youtube.com/watch?v=Tu9HPz__3ys
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Confusões e ausência de diálogo, que estragam o que temos de mais bonito...
Quando vivia em Coimbra, a minha querida amiga Eliana fechava-se no quarto a ver séries televisivas. Todos os dias. E, sim, era sagrado. A série começava e lá ia ela! :) Era ou não era, babe? Pois bem... Uma das séries em causa era a "Grey's Anatomy". Cheguei a ver um ou outro bocadinho na altura. E também cheguei a ouvir relatos do que se ia passando. Ora bem, tudo isto para dizer que voltei para Lisboa e pimbas - adoro ver a Anatomia de Grey! Sim, querida babe, deve ser a nostalgia... Também :)
Não quis ser médica, como a minha mamuska... Ou melhor... Não nasci com essa vocação. E, convenhamos, ter um exemplo tão bom em casa deve levarmos a sermos conscientes no que toca ao risco de virmos a envergonhar o nome, eheheh... É que, eu e o sangue... Bem... Adiante!
Da banda sonora desta magnífica série consta uma canção que toda a gente conhecerá. Mas, provavelmente, nem toca a gente sabe a letra. E a letra diz muito sobre o que é a tentativa de chegar mais perto, de voltar a conseguir a harmonia que se conheceu. E também sobre o misto de dever cumprido e de frustração que explode em nós quando tentamos e recebemos uma resposta menos positiva. Quando quem nos ouve, simplesmente, mudou. Deixou de sentir ou exige mudanças.
Enquanto trabalhava na KPMG, todos os dias começavam com a leitura do jornal e com a reflexão que as frases diárias do jornal mereciam... Encontrei hoje algumas que recortei na altura, para guardar. Parece-me oportuno partilhar aqui três delas:
- "Escrever é uma maneira de falar sem ser interrompido" (Jules Renard, escritor francês)
- "O essencial na educação não é a doutrina ensinada, é o despertar" (Ernest Renan, escritor francês)
- "Os livros podem ser divididos em dois grupos: aqueles do momento e aqueles de sempre" (John Ruskin, crítico de arte inglês)
No que à última frase respeita, será de dizer que é assim também com as pessoas que passam pela nossa vida.E devemos agradecer todas. Ensinam-nos sempre alguma coisa, se quisermos aprender, despertar para o que têm para dar-nos. E àqueles que ficam, para além das confusões, das mudanças que a vida vai impingindo, das ausências de diálogo que, embora combatidas, se vão instalando... A esses, devemos agradecer todos os dias. Obrigada!
Deixo-vos o vídeo e a letra da canção "How to save a life", dos the fray. Porque salvar uma vida pode ser lido mais longe... Aos médicos que conseguem a reanimação de uma vida e a todos os que conseguem a reanimação de um dia de quem está triste, muito obrigada!
http://www.metrolyrics.com/how-to-save-a-life-lyrics-fray.html
Step one you say we need to talk He walks you say sit down it's just a talkHe smiles politely back at you You stare politely right on throughSome sort of window to your rightAs he goes left and you stay rightBetween the lines of fear and blameyou began to wonder why you came[Chorus]Where did I go wrong, I lost a friendSomewhere along in the bitternessAnd I would have stayed up with you all nightHad I known how to save a lifeLet him know that you know best'Cause after all you do know bestTry to slip past his defenseWithout granting innocenceLay down a list of what is wrongThe things you've told him all alongPray to God he hears youAnd pray to God he hears youAnd Where did I go wrong, I lost a friendSomewhere along in the bitternessAnd I would have stayed up with you all nightHad I known how to save a lifeAs he begins to raise his voiceYou lower yours, grant him one last choiceDrive until you lose the roadOr break with the ones you've followedHe will do one of two thingsHe will admit to everythingOr he'll say he's just not the sameAnd you'll begin to wonder why you cameWhere did I go wrong, I lost a friendSomewhere along in the bitternessAnd I would have stayed up with you all nightHad I known how to save a lifeWhere did I go wrong, I lost a friendSomewhere along in the bitternessAnd I would have stayed up with you all nightHad I known how to save a lifehow to save a lifehow to save a lifeWhere did I go wrong, I lost a friendSomewhere along in the bitternessAnd I would have stayed up with you all nightHad I known how to save a lifeWhere did I go wrong, I lost a friendSomewhere along in the bitternessAnd I would have stayed up with you all nightHad I known how to save a life...
Não quis ser médica, como a minha mamuska... Ou melhor... Não nasci com essa vocação. E, convenhamos, ter um exemplo tão bom em casa deve levarmos a sermos conscientes no que toca ao risco de virmos a envergonhar o nome, eheheh... É que, eu e o sangue... Bem... Adiante!
Da banda sonora desta magnífica série consta uma canção que toda a gente conhecerá. Mas, provavelmente, nem toca a gente sabe a letra. E a letra diz muito sobre o que é a tentativa de chegar mais perto, de voltar a conseguir a harmonia que se conheceu. E também sobre o misto de dever cumprido e de frustração que explode em nós quando tentamos e recebemos uma resposta menos positiva. Quando quem nos ouve, simplesmente, mudou. Deixou de sentir ou exige mudanças.
Enquanto trabalhava na KPMG, todos os dias começavam com a leitura do jornal e com a reflexão que as frases diárias do jornal mereciam... Encontrei hoje algumas que recortei na altura, para guardar. Parece-me oportuno partilhar aqui três delas:
- "Escrever é uma maneira de falar sem ser interrompido" (Jules Renard, escritor francês)
- "O essencial na educação não é a doutrina ensinada, é o despertar" (Ernest Renan, escritor francês)
- "Os livros podem ser divididos em dois grupos: aqueles do momento e aqueles de sempre" (John Ruskin, crítico de arte inglês)
No que à última frase respeita, será de dizer que é assim também com as pessoas que passam pela nossa vida.E devemos agradecer todas. Ensinam-nos sempre alguma coisa, se quisermos aprender, despertar para o que têm para dar-nos. E àqueles que ficam, para além das confusões, das mudanças que a vida vai impingindo, das ausências de diálogo que, embora combatidas, se vão instalando... A esses, devemos agradecer todos os dias. Obrigada!
Deixo-vos o vídeo e a letra da canção "How to save a life", dos the fray. Porque salvar uma vida pode ser lido mais longe... Aos médicos que conseguem a reanimação de uma vida e a todos os que conseguem a reanimação de um dia de quem está triste, muito obrigada!
http://www.metrolyrics.com/how-to-save-a-life-lyrics-fray.html
Step one you say we need to talk He walks you say sit down it's just a talkHe smiles politely back at you You stare politely right on throughSome sort of window to your rightAs he goes left and you stay rightBetween the lines of fear and blameyou began to wonder why you came[Chorus]Where did I go wrong, I lost a friendSomewhere along in the bitternessAnd I would have stayed up with you all nightHad I known how to save a lifeLet him know that you know best'Cause after all you do know bestTry to slip past his defenseWithout granting innocenceLay down a list of what is wrongThe things you've told him all alongPray to God he hears youAnd pray to God he hears youAnd Where did I go wrong, I lost a friendSomewhere along in the bitternessAnd I would have stayed up with you all nightHad I known how to save a lifeAs he begins to raise his voiceYou lower yours, grant him one last choiceDrive until you lose the roadOr break with the ones you've followedHe will do one of two thingsHe will admit to everythingOr he'll say he's just not the sameAnd you'll begin to wonder why you cameWhere did I go wrong, I lost a friendSomewhere along in the bitternessAnd I would have stayed up with you all nightHad I known how to save a lifeWhere did I go wrong, I lost a friendSomewhere along in the bitternessAnd I would have stayed up with you all nightHad I known how to save a lifehow to save a lifehow to save a lifeWhere did I go wrong, I lost a friendSomewhere along in the bitternessAnd I would have stayed up with you all nightHad I known how to save a lifeWhere did I go wrong, I lost a friendSomewhere along in the bitternessAnd I would have stayed up with you all nightHad I known how to save a life...
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
O telefone tocou e... Uma voz amiga!
Estava a caminhar na Avenida de Roma, com aquela sensação de final de dia... Ia, simplesmente, para casa. Distraída com tudo e com nada. Enfim... Uns passos atrás dos outros. O telefone tocou e, quando olhei para o visor, vi um número italiano. Estranhei... Atendi e era um grande amigo. Estava em Bologna e quis partilhar uns momentos de regresso à nossa cidade comigo... Achei o gesto muito bonito. De uma sensibilidade e amizade que me comoveram. Porque não esperava e porque me fez lembrar das pessoas especiais que tenho vindo a conhecer. Por sorte. A sorte que me guia até elas e me ajuda a mantê-las na minha vida, mais longe ou mais perto no espaço. Sempre perto de mim. Muchas gracias :)
domingo, 4 de novembro de 2007
Dreaming my dreams
Quando tinha 14 anos, os Cranberries vieram a Portugal. Assisti a um excelente concerto e esperei por uma canção inttulada " Dreaming my dreams" toda a noite... Foi a última. Estou habituada a saber esperar e a não desistir. Os sonhos fazem tudo ganhar sentido. Deixo aqui duas canções especiais de uma banda que muito me disse na adolescência e que tanto exprimem do que sinto hoje.
http://www.youtube.com/watch?v=u9AE8QQfx_E
http://www.youtube.com/watch?v=VpClJU6pKXo&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=u9AE8QQfx_E
http://www.youtube.com/watch?v=VpClJU6pKXo&NR=1
sábado, 3 de novembro de 2007
Então, você adormece... By Ivete.
"O tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores." (W. Shakespeare)
É comum encontrarmos no nosso caminho pessoas que só se preocupam em querer mais e mais de nós. Não é comum encontrarmos quem queira dar, desinteressadamente. E, infelizmente, também não é comum encontrarmos qem dê valor ao que lhe é oferecido sem qualquer interesse intrínseco. Só pelo prazer de partilhar. Porém, e ainda bem que assim é, também não é usual partilharmos uma coisa desinteressadamente e sermos confrontados com exigências de mais. Aconteceu-me, há pouco tempo, partilhar uma coisa e receber por resposta uma exigência. Ou melhor, um juízo de valor. Disse a alguém que sentia que poderíamos ter vivido uma história bonita. E tal poderia ter acontecido se para isso estivéssemos disponíveis, porque temos coisas em comum que dificilmente encontro em algumas outras pessoas que me chamem à atenção. Recebi uma resposta brusca, quase acusatória. Disse-me que não o amo e que não sei o que quero. Porque se amasse, não desistia. E que devo amar e acreditar. Nada que não esperasse, vindo de quem veio... Uma pessoa de quem sou amiga e que quero ver feliz. Mas, muito sinceramente, chocou-me a falta de tacto e de noção... Toda a gente tem um passado, mais ou menos bom, mais ou menos ultrapassado. Mas todas as pessoas o têm. E o meu é um tanto ou quanto atribulado no que respeita ao amor. Fui aprendendo, enquanto amava e sofria... Mas, até hoje, não houve amor que sentisse que não fosse explicável por qualquer coisa especial. Pelo que único faz cada pessoa ser diferente mas tembém pelo interesse demonstrado pelo que sou, pelo que sinto. Quer-me parecer que a fase em que saímos do nosso mundo para o mundo onde se encontra também outra pessoa, é uma fase não só de admiração cega, de bajulação... Mas de amadurecimento, de aceitação, partilha, adaptação... De amor.
Aquele egoísmo que estava presente nas palavras que recebi não entra no meu conceito de amor. Claro que não o amo. Na verdade, mal o conheço... Uma coisa é a paixão, a química, a loucura que nos leva a ponderar saltar para o lado de lá, o lado em que não estaremos sós e em que outro alguém que não nós próprios é uma prioridade na nossa vida. Mas é preciso saltar. É com esse salto que o amor nasce. Antes desse salto, há a curiosidade e, eventualmente, a paixão (até mesmo no sentido de sofrimento...) mas não há amor.
Como é que da confissão de uma eventualidade, que no fundo mais não é que um elogio bonito - "se pudesse ser, podia ser bonito"... - resulta uma resposta assim? Ninguém é obrigado a amar. E, ao contrário do que quem me passou essa mensagem pode pensar, também ninguém é obrigado a amar e a acreditar cegamente nesse amor sem ter retorno. E digo isto, por uma coisa simples: há suficiente beleza no mundo para suportar e ultrapassar o que nele há de feio. E encontrar uma pessoa especial é isso mesmo. Encontrar uma pessoa especial. Diferente. Mas, encontrar uma pessoa que vale a pena amar, é encontrar uma pessoa especial que também sabe dar. Não que seja preciso receber para amar. Nada disso. Mas... É tão mais bonito quando tudo é partilhado.
http://www.youtube.com/watch?v=L41IbkNOCcM
Ouvi hoje uma canção da minha querida Ivete Sangalo, ao vivo com um cantor brasileiro chamado Saulo. Para quem quiser perceber um bocadinho dos meus devaneios:
http://www.youtube.com/watch?v=u2AihPGYTwI
E porque não deve haver arrependimentos, senão do que não se fez... :
http://www.youtube.com/watch?v=Tuk1etnW12o
É comum encontrarmos no nosso caminho pessoas que só se preocupam em querer mais e mais de nós. Não é comum encontrarmos quem queira dar, desinteressadamente. E, infelizmente, também não é comum encontrarmos qem dê valor ao que lhe é oferecido sem qualquer interesse intrínseco. Só pelo prazer de partilhar. Porém, e ainda bem que assim é, também não é usual partilharmos uma coisa desinteressadamente e sermos confrontados com exigências de mais. Aconteceu-me, há pouco tempo, partilhar uma coisa e receber por resposta uma exigência. Ou melhor, um juízo de valor. Disse a alguém que sentia que poderíamos ter vivido uma história bonita. E tal poderia ter acontecido se para isso estivéssemos disponíveis, porque temos coisas em comum que dificilmente encontro em algumas outras pessoas que me chamem à atenção. Recebi uma resposta brusca, quase acusatória. Disse-me que não o amo e que não sei o que quero. Porque se amasse, não desistia. E que devo amar e acreditar. Nada que não esperasse, vindo de quem veio... Uma pessoa de quem sou amiga e que quero ver feliz. Mas, muito sinceramente, chocou-me a falta de tacto e de noção... Toda a gente tem um passado, mais ou menos bom, mais ou menos ultrapassado. Mas todas as pessoas o têm. E o meu é um tanto ou quanto atribulado no que respeita ao amor. Fui aprendendo, enquanto amava e sofria... Mas, até hoje, não houve amor que sentisse que não fosse explicável por qualquer coisa especial. Pelo que único faz cada pessoa ser diferente mas tembém pelo interesse demonstrado pelo que sou, pelo que sinto. Quer-me parecer que a fase em que saímos do nosso mundo para o mundo onde se encontra também outra pessoa, é uma fase não só de admiração cega, de bajulação... Mas de amadurecimento, de aceitação, partilha, adaptação... De amor.
Aquele egoísmo que estava presente nas palavras que recebi não entra no meu conceito de amor. Claro que não o amo. Na verdade, mal o conheço... Uma coisa é a paixão, a química, a loucura que nos leva a ponderar saltar para o lado de lá, o lado em que não estaremos sós e em que outro alguém que não nós próprios é uma prioridade na nossa vida. Mas é preciso saltar. É com esse salto que o amor nasce. Antes desse salto, há a curiosidade e, eventualmente, a paixão (até mesmo no sentido de sofrimento...) mas não há amor.
Como é que da confissão de uma eventualidade, que no fundo mais não é que um elogio bonito - "se pudesse ser, podia ser bonito"... - resulta uma resposta assim? Ninguém é obrigado a amar. E, ao contrário do que quem me passou essa mensagem pode pensar, também ninguém é obrigado a amar e a acreditar cegamente nesse amor sem ter retorno. E digo isto, por uma coisa simples: há suficiente beleza no mundo para suportar e ultrapassar o que nele há de feio. E encontrar uma pessoa especial é isso mesmo. Encontrar uma pessoa especial. Diferente. Mas, encontrar uma pessoa que vale a pena amar, é encontrar uma pessoa especial que também sabe dar. Não que seja preciso receber para amar. Nada disso. Mas... É tão mais bonito quando tudo é partilhado.
http://www.youtube.com/watch?v=L41IbkNOCcM
Ouvi hoje uma canção da minha querida Ivete Sangalo, ao vivo com um cantor brasileiro chamado Saulo. Para quem quiser perceber um bocadinho dos meus devaneios:
http://www.youtube.com/watch?v=u2AihPGYTwI
E porque não deve haver arrependimentos, senão do que não se fez... :
http://www.youtube.com/watch?v=Tuk1etnW12o
Subscrever:
Mensagens (Atom)